
Senta que lá vem a história! Mas antes… Gostaram da foto? Tirei ela aqui da “varanda” onde moro atualmente. Dou um beijo para quem conseguir achar o sambódromo na foto. Moro tão pertinho, que nem precisei ligar a televisão para ver o desfile de carnaval. Daqui onde moro ouvia tudo, principalmente quando mais queria dormir. Mas chega de conversa e vamos botar o papo em dia neh? Eu queria ter feito um vídeo contando tudo certinho, pois a história é bem longa. Mas por causa de alguns imprevistos e minha vontade de voltar com o blog, o vídeo vai ficar para outro dia.
Vocês sabem que durante o segundo semestre do ano passado eu estava na maior depressão (se não viu, leia aqui!), chatiada e principalmente sem ânimo para fazer as coisas. E que até o final do ano iria manter segredo de alguns planos. Quem me conhece, já deve ter desconfiado. Mas antes de entrar em greve das federais eu já vinha desanimada com a graduação, percebendo que aquilo não era para mim. E por alguns problemas já ocorrendo, eu resolvi chutar o balde e largar tudo. Muitos pensaram que eu era louca, por já estar no terceiro ano e “preste” a me formar. Mas quando você esta infeliz e insatisfeito você não quer perder seu tempo com algo que não lhe trará futuro. E vocês devem estar se perguntando, você saiu da Arqueologia para fazer o que? A resposta é simples, FOTOGRAFIA! Quem me conhece e me acompanha aqui no blog e no Facebook sabe que vivo e respiro fotografia, não é atoa que a maioria de meus posts aqui é sobre fotografia.
Para realizar esse sonho eu poderia aprender por conta própria, mas na minha opinião por falta de dinheiro para ter minha primeira câmera profissional naquele momento, seria muito difícil. Fora que sem conhecer alguém experiente que pudesse manter um contato, complicaria ainda mais. Mas isso não me impediu ler bastante sobre a profissão e me encantar com cada fotógrafo que ia conhecendo. Só não tinha uma câmera para praticar. A minha segunda opção seria fazer cursos livres ou frequentar workshops. Mas sem dinheiro para bancar tanta coisa. O que me sobrou foi tentar uma graduação, já que a maioria dos cursos superiores em fotografia é em faculdades particulares e com os o preço deles sendo um pouco salgado para as minhas condições, a minha única opção era conseguindo uma bolsa para poder estudar. Tive que voltar para o cursinho e fazer o Enem, para que no início deste ano tentar uma bolsa do Prouni.
É muito chato você gostar tanto de algo, decidir que é aquilo que quer fazer para o resto da sua vida e não ter dinheiro para começar. Apesar da profissão não exigir diploma, a minha opção pela graduação foi a única solução. E o plano era o seguinte: Fazer cursinho, prestar o Enem, conseguir uma bolsa em uma faculdade seje ela no RJ ou SP e assim que começar as aulas já procurar um estágio ou um emprego, se não aparecer nada, começar por conta própria já que a área que quero trabalhar é de eventos e books.
Mas como as coisas nunca não saem como o planejado e sempre tem surpresas. Sai feliz daqui da BA e viajei no dia do meu aniversário empolgadíssima para vir para SP. Anciosa para me matrícular e começar as aulas já que não aguentava mais ficar sem fazer nada. Cheguei aqui em SP, no penúltimo dia de matrícula e para minha surpresa, um funcionário da faculdade me diz que já havia encerrado as senhas para fazer a matrícula. – Oi? Como assim? Senhas?! – Fiquei super chatiada/preocupada/nervosa/anciosa de não conseguir me matrícular, pois naquele mesmo dia já tinhamos (eu e meu pai) conversado com algumas pessoas e descobrimos que faltava documento. – Como assim faltantando documento? – Isso é um outro problema, eles não informam direito os documentos corretamente em seus sites e quer que a gente adivinha. Se deixar eles querem até uma declaração do que você comeu durante sua vida e com firma reconhecida no cartório. Por causa de tanta burocracia, muitas pessoas não conseguiram se matrícular e saiam da faculdade chorando.
Mas enfim, no dia seguinte meu pai acordou bem cedo para enfrentar a fila e conseguir abendita da senha. Eu fui mais tarde, quando tava dando o horário deles abrir a faculdade. Minha senha era de número 15 e enquanto ficava preocupada com alguma novidade que meu pai ficava sabendo e depois me contava ou de algum documento que faltava, eu já estava desistindo por acreditar que não ia conseguir. Nós aproveitamos que a primira fase da matrivula era fazer uma entrevista, que demorava no minímo meia hora. Fomos correndo resolver o que dava para fazer. Voltei faltando duas pessoas na minha frente ser atendida. Bom, no final deu tudo certo. Voltei para o hotel onde estavamos hospedados e dormir mais de doze horas. No dia seguinte e radiante, foi a luta para conseguir um local para morar. O custo de vida aqui em SP é bem caro, tanto para quem deseja morar soziho ou até mesmo morar num apartamento de dois quartos com mais um amigo. Num apartamento assim, tem que ter no minímo quatros pessoas para ter um valor razoável de despesas. Mas se você for rico, ai não será problema.
Achei e estou no momento numa pensão onde mora só mulheres, dividindo o quarto com mais duas pessoas. O preço é bacana, a localização não é tão ruim. Mas nem tudo é perfeito, pois enquanto esperava anciosa para chegar o dia 18, que seria a data na qual começaria as aulas. Num dia acessando a internet pelo celular, entro no Gmail e vejo um email da faculdade com a seguinte mensagem:
Prezado (a) Patrícia S. Gomes,
Informamos que não houve o número de alunos suficientes para a formação de turma para o curso, campus ou turno escolhido por você, orientamos ao aluno (a) que acompanhe o sistema do ProUni, pois o (a) mesmo (a) sera classíficado (a) para participar da 2º (segunda) chamada do processo seletivo.
Para tudo! – Oi? – Só podem estar de brincadeira com a minha cara. Sério! Porque diabos não me informaram no dia em que estava lá para me matricular que as chances de formar turma era pequena. Porque, sendo assim, nem me matriculava e passava apertado como passei naquele dia. Quando fui buscar meus documentos e cancelar a bolsa, fiquei sabendo que apenas SETE pessoas haviam matriculado para o curso de fotografia naquele campus. Tanto trabalho e esforço, indo embora pelo ralo. Agora é esperar pelo período de confirmação na lista de espera do Prouni, que começa neste domingo e o resultado sai dia 28. Se não der em nada, volto para casa super decepcionada. Ainda não sei ao certo que irei fazer, mas vou buscar outras alternativas. Porque dessa eu não faço mais.
Depois de passar por tudo isso, não sei bem descrever o que estou sentindo e passando no momento. Talvez só alguém que tenha passado por algo semelhante, deve saber de verdade como é. E me perdoem o post gigantesco, tentei resumir o máximo possível mas mesmo assim ficou bem grande. E se você chegou até aqui no final, o meu obrigada! Assim que tiver mais novidades aviso a vocês e aos amigos e familiares que queriam saber como andava por aqui em SP, ai esta a minha história de “sorte” em SP. Até mais!